Apenas seis Estados – Mato Grosso, Acre, Espírito Santo, Maranhão, Goiás e Brasília – entregaram ao Ministério da Justiça os planos de combate à violência. Mas somente Mato Grosso poderá receber de imediato os recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, já que o projeto encaminhado ao governo federal detalhou as prioridades, ao contrário dos demais.
Ontem, durante a solenidade de lançamento de programas sociais que farão parte do plano, o ministro da Justiça, José Gregori, irritou-se com as críticas de que não houve ações efetivas do governo durante o primeiro mês do programa. ‘‘Explodir pistas, como fizemos esta semana em Rondônia, ou a megaoperação realizada em todo o País na semana passada não são poesia nem gogó’’, afirmou Gregori.
Além disso, o ministro fez duras críticas ao juiz gaúcho da 3ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, Pedro Luiz Pozza, que autorizou a empresa Magaldi Escola de Tiros a registrar armas, contrariando a determinação do governo, que suspendeu a medida até 31 de dezembro. ‘‘Nós pedimos para a Advocacia-Geral da União (AGU) para que recorra da decisão, que foi tomada num momento de má inspiração do juiz’’, afirmou Gregori.
O ministro da Justiça admitiu que teme uma onda de liminares na Justiça, acompanhando a decisão do juiz gaúcho. ‘‘Podem surgir um milhão de liminares, mas esperamos que não tenha um milhão de juízes que não entendam as razões da proibição dos registros de armas feita pelo governo’’, disse.

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