Gregori admite que plano não tem dado resultado
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segunda-feira, 25 de setembro de 2000
Agência Folha Do Rio de Janeiro 
O ministro da Justiça, José Gregori, reconheceu ontem que o Plano Nacional de Segurança Pública, lançado em 20 de junho deste ano, ainda não apresentou resultados práticos de diminuição dos índices de violência.
Não vim dizer que as coisas melhoraram, porque eu não negaria a evidência de que o Brasil atravessa uma fase negativa, de violência, afirmou Gregori, em almoço com empresários na Câmara de Comércio Americana, no centro do Rio. Não posso querer esconder o sol com a peneira. Todos sentimos que existe o problema do crime, disse.
No mês passado, o ministro negara que o plano não estivesse dando resultados práticos, afirmando que ainda era cedo para avaliações.
Segundo Gregori, a questão é complexa, de difícil resolução, e uma das maiores dificuldades enfrentadas é descobrir as reais causas da violência. A violência é um mistério para o qual não há decifração. Nós nos movemos com muitas incertezas e poucas certezas.
Para ele, entretanto, essas dificuldades não podem servir de escusa para que o governo deixe de agir. Gregori afirmou que o combate à violência se tornou prioridade do governo federal.
Um Fundo Nacional de Segurança foi criado e foi reservado o valor de R$ 1,7 bilhão de reais para dois anos e meio de implantação do programa - sendo R$ 700 milhões para este semestre e o restante para os dois próximos anos.
Os Estados receberão cotas para investir em segurança pública e vão se comprometer a informar o governo federal, a cada dois meses, do seu desempenho.
Esses relatórios reunirão, segundo o ministro, informações como, por exemplo, o número de inquéritos instaurados, de policiais e de civis mortos no Estado e tipos de exercícios realizados pelas forças de segurança.
Dentro do plano, incluem-se também programas que objetivam livrar jovens das drogas, descritas por Gregori como um dos males da virada do século. De acordo com o ministro da Justiça, está previsto o ingresso de 80 mil jovens, de 15 a 22 anos e de 14 a 17 anos, em aulas de cidadania e capacitação profissional.


