Greenspan afirma que discriminação reduz o lucro
Washington, 22 (AE-DOW JONES) - O presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, acredita que a discriminação racial e outras formas de segregação têm um impacto econômico na sociedade, ao reduzir o lucro. Um dia após o Fed ter elevados os juros primários da economia norte-americana em 0,25 ponto porcentual, os comentários preparados previamente de Greenspan para um evento promovido nesta manhã pela Coalizão Nacional para Reinvestimento em Comunidades, em Washington, não ofereceram nenhuma dica óbvia sobre a trilha futura da política monetária.
Os comentários de Greenspan focaram a necessidade de estender a "vibrante" economia para todos os setores da sociedade e em algumas barreiras que dificultam a obtenção dessa meta, incluindo a discriminação. "A discriminação é contrária aos interesses das empresas, mas ainda vários empresários continuam praticando esse comportamento. Ao discriminar os participantes do mercado, eles erguem barreiras ao livre fluxo do trabalho e do capital e a distribuição da distribuição fica distorcida", afirmou Greenspan. "No final, os custos são altos, a produção real é menor e a acumulação da riqueza nacional é reduzida. Com a remoção dessas distorçôes econômicas que surgem como resultado da discriminação, podemos gerar retornos maiores tanto para capital humano e físico.
Greenspan considerou a última metade da década de 1990 "um período de importãncia vital para a economia norte-americana" com mudanças tecnológicas que trouxeram condições de vida mais elevadas para a maioria dos norte-americanos". "No geral, os nossos sistemas econômicos e financeiros têm sido altamente bem-sucedidos em promover o crescimento e padrões mais elevados de vida para a maioria de nossos cidadãos. Mas nós precisamos ir além para incorporar outros grupos que ainda não estão participando", disse Greenspan, citando a necessidade de melhorar a educação e o treinamento da força de trabalho.
Assim como em outras ocasiões, o presidente do Federal Reser, Alan Greenspan, destacou que as rápidas mudanças tecnológicas também fizeram aumentar as inseguranças dos trabalhadores. Segundo ele, a resposta para esse problema não é adotar passos para diminuir o processo de competição global. "Medidas protecionistas, e isso eu não tenho dúvidas, poderão reduzir, temporariamente, algumas das ansiedades ao inibir essas forças competitivas. No entanto, ao longo dos anos, essas ações poderão conter as inovações e impedir a melhoria da qualidade de vida", destacou. Greenspan afirmou ainda que o Fed, e outros reguladores do sistema bancário, estão investigando a existência de empréstimos predatórios. De acordo com Greenspan, o Fed está trabalhando em diversas frentes e reuniu um grupo de agentes para combater "práticas abusivas de empréstimos" para comunidades específicas, que incluem pagamentos impraticáveis. Greenspan não comentou sobre o andamento dos trabalhos dos reguladores do sistema para definir novas orientações relacionadas ao Community Reinvestment Act, uma lei que visa garantir acesso ao crédito para pessoas com ganhos menores.





