Para o presidente do Greenpeace no Brasil, Roberto Kishimani, a principal questão é a falta de conhecimento do consumidor do tipo de alimento que está comprando. ‘‘Além de pressionar o governo, o Greenpeace também vai pressionar as cadeias de comercialização para que retirem os produtos transgênicos das prateleiras’’, disse. ‘‘Os supermercados têm que cobrar destas empresas o fornecimento de alimentos com certificação de ausência de transgenia’’, disse.
Com este intuito, vários ativistas do Greenpeace foram até uma loja do Carrefour, em São Paulo, ontem, e retiraram os alimentos que tiveram resultado positivo nos testes das prateleiras.
Kishimani entregou documento ao gerente da loja, Marcos Nunes, pedindo a retirada definitiva destes alimentos das prateleiras.
O documento declara que os alimentos são ilegais por conterem transgênicos e por não terem essa informação no rótulo.
O Carrefour foi escolhido pelo Greenpeace e pelo Idec porque a empresa afirma que não comercializa produtos transgênicos. Nunes disse que vai esperar uma decisão da direção do Carrefour para dar uma resposta definitiva ao Greenpeace mas reiterou que, enquanto a decisão da direção não vier, os produtos não voltam para as prateleiras.
O gerente do Carrefour, Marcos Nunes, afirmou que espera uma decisão da direção do Carrefour para retirar ou não os produtos que tiveram resultado positivo no exame de transgênicos realizado pelo Greenpeace e Idec. (A.E.)

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