Greenpeace quer Rio contra uso de madeira da Amazônia
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quinta-feira, 04 de agosto de 2005
Roberta Pennafort 
Rio- Ativistas da organização ambientalista Greenpeace fizeram um protesto hoje em frente à prefeitura do Rio. Eles querem que o município se comprometa a não usar mais madeira extraída ilegalmente da região amazônica em obras públicas, aderindo, assim, ao programa Cidade amiga da Amazônia. O vice-prefeito, Otávio Leite, prometeu aos manifestantes tratar do assunto com o prefeito César Maia e lhes dar uma resposta em uma semana.
Para demonstrar a destruição da floresta o grupo levou uma réplica de um pedaço de árvore e cortou uma parte com uma motosserra. Segundo o Greenpeace, 70% da madeira que vem da Amazônia é produto de extração ilegal. Há um ano ativistas protestaram contra a construção de deques na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio, com maçaranduba retirada de lá.
Desde então houve conversas entre os ambientalistas e a prefeitura, mas não houve compromisso formal. Os manifestantes acreditam que a decisão está sendo adiada por questões burocráticas, mas estão confiantes de que o vice-prefeito vai tomar providências. ''Ele disse que vai se empenhar. É importante que os governos se certifiquem de que estão adquirindo madeira de áreas em que há manejo florestal sustentável e menor impacto ambiental'', argumentou uma das manifestantes, Rebeca Lerer.


