Greenpeace protesta em águas amazônicas contra extração ilegal de madeira19/Mar, 16:02 Por Kátia Brasil, especial para a AE Manaus, 19 (AE) - O navio Amazon Guardian, da organização ambiental internacional Greenpeace, já navega pelos rios da Amazônia onde permanecerá por quatro meses numa campanha mundial contra a extração ilegal de madeira no Amazonas e Pará. De bandeira inglesa, o Amazon Guardian partiu em fevereiro da Alemanha com uma tripulação composta de ativistas de várias nacionalidades e entrou em águas amazônicas na quinta-feira (16) pelo Amapá. Amanhã (20) à tarde o navio chega em Manaus, onde o Greenpeace dará a largada da campanha que tem como objetivo principal de forçar a modernização e certificação da indústria madeireira. "Não é uma campanha contra as madeireiras", afirmou Paulo Adário, coordenador da Campanha na Amazônia, em relação a possível inquietação dos ribeirinhos, intermediários e empresários, que atuam na rede do comércio ilegal. "Vamos mostrar problemas sérios que comprometem o meio ambiente e que têm impactos sociais, mas que podem ser solucionados com a modernização das indústrias", explicou. Com uma tripulação estimada em 30 pessoas (entre brasileiros, argentinos, colombianos, holandeses e ingleses), a primeira missão do Amazon Guardian no Amazonas acontece na próxima semana pela região do Purus, no oeste de Manaus. Lá se concentra grande parte da extração de madeira ilegal que abastece as indústrias fornecedoras de compensado para o exterior. Mas antes de seguir viagem, o navio passará por uma adptação num estaleiro da capital. "É preciso proteger as hélices de impactos com troncos, que nesse período do ano pelos rios", afirmou Adário, revelando que o navio - equipado com um sistema de comunicação via satélite, capaz de enviar imagens e fotografias - terá suporte de um avião anfíbio Cesna 206 batizado de Tijá Samá, palavra na língua indígena Suruaha, que significa não cortes as árvores.

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