O Greenpeace lançou ontem, em parceria com o portal Terra, o site da campanha ‘‘Transgênicos no meu prato, não!’’, que prevê atividades em várias cidades brasileiras. O endereço é http://greenpeace.terra.com.br/transgenicos. Por uma seção do site os internautas poderão participar de campanhas virtuais para pressionar empresas de alimentos a não usar transgênicos.
Em junho deste ano, a entidade ambientalista havia divulgado, com o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), uma relação de 11 produtos que contêm transgênicos. No dia 20 de setembro, o Greenpeace divulgou uma nova lista, na qual aparece o sopão de galinha da Knorr (marca presente na primeira relação). Também foi detectada a presença de soja geneticamente modificada Roundup Ready, da Monsanto, e milho transgênico Bt 176, da Novartis, na sopa de galinha Pokémon da Arisco, Ovomaltine cereais e fibras da Novartis e mistura para bolo de chocolate da Sadia.
A comercialização de transgênicos não é permitida no Brasil. Segundo a lei, para cultivo, importação e comercialização de transgênicos é necessário um parecer técnico conclusivo da CTNBio e a autorização dos Ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Sa©úde.
A campanha do Greenpeace contra os transgênicos acontece simultaneamente em vários locais do mundo. Ontem cinco ativistas da entidade foram presos na cidade de Bangalore, na Índia, durante protesto contra o uso de sementes geneticamente modificadas naquele país. A ação aconteceu na abertura da conferência anual da Associação de Sementes da região da Ásia e Pacífico (Asia Pacific Seed Association - APSA). Os ativistas estavam fantasiados de tomates, berinjelas e milho.
Para o Greenpeace, a reunião da APSA está sendo usada pela indústria de biotecnologia para promover o uso de sementes transgênicas na região.

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