O grupo ambientalista Greenpeace divulgou ontem um resultado preliminar de suas investigações sobre a trajetória do navio Bahamas, que causa um desastre ecológico no porto de Rio Grande (RS) desde a semana passada.
Com um rombo no casco da embarcação, que tem 12 mil toneladas de ácido sulfúrico, a administração do porto realiza uma operação de derrame do ácido no canal que liga a lagoa dos Patos ao mar. Vários peixes já foram encontrados mortos.
Em um relato preliminar, o Greenpeace informou que o navio, estacionado em águas brasileiras, enfrenta restrições para aportar em países nos quais as regras são mais rígidas do que no Brasil, especialmente os do norte europeu. De acordo com o Greenpeace, o Bahamas, que jamais teria passado por uma reforma na sua estrutura, foi construído em 1970 na Noruega, navegando com bandeira norueguesa até 1980.
Depois, passou a ter registo na Libéria e na ilha de Malta. Em 1992, o navio chegou ao canal do Panamá e foi proibido de sair devido às dívidas da empresa que era sua proprietária. ‘‘Ele navega em águas em que a inspeção de barcos e a aplicação de leis marítimas são mais fracas. Navega muito pelo sul da Ásia, na região da India, pelo Oriente Médio, pela América do Sul , disse Marcelo Furtado, do Greenpeace. ‘‘Esse tipo de navio não viaja em águas norte-americanas ou na Europa Central. O único registro que temos desse barco até agora na Europa é de paradas na Itália e na Grécia.

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