Greenpeace intercepta navios baleeiros japoneses
participa deste tipo de ação. Hoje pela manhã, os botes infláveis do Greenpeace conseguiram interceptar um dos navios da frota industrial japonesa, dentro da área considerada internacionalmente como o Santuário de Baleias da Antártica, desde 1994. O navio transportava uma baleia arpoada para o navio-fábrica Nisshin Maru, que acompanha os baleeiros e já processa as baleias mortas em alto-mar. Os japoneses nunca deixaram de caçar baleias, apesar da moratória mundial contra a caça comercial, estabelecida com o objetivo de permitir a recuperação das populações de diversas espécies de baleias, ameaçadas de extinção. Sob a alegação de que caçam "para fins de pesquisa" os japoneses capturam quase 400 baleias por ano e pretendem, nesta temporada, superar esta marca em 10%. Este mercado movimenta, por ano, cerca de US$ 100 milhões. Nos últimos anos, os japoneses têm investido inclusive na instalação de uma infraestrutura pesqueira superdimensionada, nas ilhas do Caribe. Conseguiram, com isso, conquistar os votos dos países caribenhos em seu favor e têm a expectativa de conseguir reabrir a caça comercial às baleias na próxima reunião da Comissão Baleeira Internacional, CBI, em Adelaide, na Austrália, em junho de 2000. "Enquanto o Greenpeace faz todo o possível para impedir esta atividade ilegal em alto mar, os governos de todo o mundo precisam agir urgentemente para impedir que o Japão continue a burlar leis internacionais designadas para proteger a vida marinha", disse Cristina Bonfiglioli. Inglaterra, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia já se manifestaram publicamente junto ao governo japonês. Cristina coordena, no Brasil, uma campanha para a coleta de 1 milhão de assinaturas em favor da criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, semelhante ao santuário agora violado pelos japoneses na Antártica. O documento já tem 400 mil assinaturas e conta com a adesão do ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, que tem trabalhado junto ao ministério das Relações Exteriores, para reforçar a posição brasileira.Por Liana John São Paulo, 20 (AE) - Ativistas da organização ambientalista Greenpeace estão na Antártica com o navio Artic Sunrise, tentando impedir que navios baleeiros japoneses cacem baleias minke. É o primeiro ano que uma brasileira, Cristina Bonfiglioli





