Brasília, 02 (AE) - Militantes do Greenpeace, carregando uma motosserra, fizeram um protesto em frente ao Palácio do Planalto contra o projeto de conversão que modifica o Código Florestal, em discussão no Congresso. Eles tentavam entregar a motosserra ao ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, alegando que ele era o responsável pelas alterações no código que prejudicarão o meio ambiente.
Parente não só não os recebeu, como, mais tarde, informou que poderá rever a contribuição que faz à entidade há anos, dizendo que os militantes estavam protestando contra quem não tem nada a ver com a discussão, que neste momento está no Congresso.
O engenheiro florestal Eduardo Quartin, que trabalha no Greenpeace, chegou carregando a motosserra. Na entrada do Planalto, tirou-a da caixa e ligou a máquina, provocando um tumulto no local. Os seguranças, que deixaram Eduardo andar em direção à entrada principal do palácio, demoraram a dominá-lo. Todos temiam ser atingidos pelo equipamento, que estava sem a corrente dentada.
Ameaça - O manifestante foi detido e a motosserra apreendida. Mais tarde, ele foi liberado com o equipamento. Enquanto Flávio Montiel, assessor político do Greenpeace tentava negociar um encontro com Pedro Parente, duas manifestantes sentaram-se na entrada do palácio com uma faixa com a frase: "O ministro Parente ameaça o meio ambiente".
Segundo Montiel, essa mudança no Código Florestal elimina conquistas ambientais obtidas há mais de 30 anos. Ele criticou a anistia que estaria sendo concedida aos proprietários que desmatam suas reservas legais e áreas de proteção permanente
assim como a permissão para que plantações de pinus e eucaliptos sejam consideradas reserva legal em pequenas propriedades. "A consequência disso é um verdadeiro salvo-conduto que o governo está concedendo aos destruidores do meio ambiente", atacou Montiel.

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