O grupo ativista Greenpeace e a ONG Rio-Voluntário fizeram ontem, na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, um desfile do bloco de Carnaval ‘‘Ecologicamente Correto’’. Uniram samba e a luta para salvar as baleias. Tudo para lançar a campanha, pedindo a criação do ‘‘Santuário de Baleias no Atlântico Sul’’, para proteção de todas as espécies do mamífero.
Com um número reduzido de pessoas - cerca de 50 - o bloco chamou mais a atenção dos banhistas pela apresentação de uma baleia inflável de sete metros, como destaque. O ritmo de Carnaval foi dado pelo som da bateria da Escola de Samba Mocidade Unida do Santa Marta e pela banda Afro-Reggae, formada por crianças e adolescentes da comunidade de Vigário Geral.
CalorNa passagem do bloco pela praia, o navio MV Greenpeace navegou em frente à orla. A praia estava lotada e os termômetros marcavam 40 graus. A campanha pela criação do Santuário, que abrangeria uma faixa de mar, passando pelo Equador, Brasil e África, foi lançada ontem ‘‘às véspera’’ do Carnaval, para despertar a atenção das pessoas para a reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI), marcada para este ano em Granada, no Caribe.
O Governo brasileiro apresentará proposta, determinando a criação do santuário. A idéia já havia sido defendida pelo Brasil em 1998, na reunião da CBI, mas a formalização do pedido será feita em maio.
A CBI é integrada por cerca de 20 países, entre os quais Brasil, Inglaterra, Japão e Noruega. Segundo a coordenadora da campanha, Cristina Bonfiglioli, existem no mundo dois santuários, o do Oceano Índico, instituído em 1970, e do Oceano Antártico, criado em 1994. O objetivo é mobilizar os países para a criação de santuários em todo o mundo.

mockup