Greenpeace faz campanha contra transgênicos no RS
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terça-feira, 13 de julho de 1999
Por Ayrton Centeno 
Porto Alegre, 14 (AE) - O Greenpeace lança amanhã (15), em Porto Alegre, uma campanha pela transformação do Rio Grande do Sul no primeiro Estado livre de transgênicos do Brasil. O movimento prevê distribuição de folhetos, palestras, coleta de assinaturas nas ruas e pela Internet e mobilização de militantes
além de outdoors. "Será a primeira grande manifestação do Greenpeace contra os transgênicos na América Latina", disse hoje o gerente de comunicação da ONG ambientalista no Brasil, Renato Guimarães.
"Queremos que a Assembléia Legislativa aprove o projeto que estabelece o Rio Grande do Sul como zona livre de transgênicos", afirmou Guimarães. Ele informou que para combater a entrada das sementes e dos alimentos geneticamente alterados no Brasil o Greenpeace trabalhará na formação de uma frente de entidades ecológicas e de defesa do consumidor.
A intenção é que a polêmica dos transgênicos ganhe a dimensão obtida na Europa. "Lá já existe uma rejeição enorme por parte dos consumidores", disse. Guimarães citou o caso de duas das maiores redes européias de supermercados, a francesa Carrefour e a inglesa Tesco que, pressionadas pelos clientes, estão retirando os alimentos transgênicos de suas prateleiras. "E acabo de saber -- agregou -- que a Nestlé, da Alemanha, comunicou que não utilizará milho transgênico na sua produção de margarina".
Com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), de São Paulo, o Greenpeace é o autor da ação judicial que suspendeu o plantio de soja geneticamente modificada no País. A soja transgênica Roundup Ready foi patenteada e produzida pela multinacional Monsanto e a semeadura de cinco variedades havia sido autorizada pelo Ministério da Agricultura. A liminar que barrou os planos da Monsanto foi concedida pelo juiz Antonio Souza Prudente, da 6ª. Vara Federal de Brasília. A decisão impede que a semente seja semeada antes de estudo de impacto ambiental. Dia 13, o Tribunal Regional Federal/1a. Região indeferiu pedido de cassação da liminar, encaminhado pela Monsanto, e manteve a decisão de primeira instância.


