Greenpeace denuncia empresas de mogno do PA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de outubro de 2001
Agência Estado<br> De Belém 
O Greenpeace denunciou ontem em Belém que a indústria madeireira do Pará estaria praticando ''gritantes ilegalidades e corrupção'' na exportação de mogno para os países da Europa e Estados Unidos. Em entrevista coletiva, o coordenador do movimento, Paulo Adário, divulgou o relatório intitulado ''parceiros no crime'', que aponta os madeireiros Moisés Carvalho Pereira e Osmar Alves Ferreira como envolvidos num esquema de exploração de madeira em terras indígenas, falsificação de inventários de mogno e uso de autorizações de transporte fraudulentas.
Foi baseada nesse relatório que a direção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Brasília determinou anteontem a suspensão de todas as exportações de mogno brasileiro (Swietenia macrophylla) e a exploração e transporte da madeira até que as investigações sobre a indústria do mogno sejam concluídas.
Conhecidos como ''reis do mogno'', Moisés e Osmar, processados pelo Ministério Público Federal, dominam cerca de 80% do mercado de exportação desta espécie. ''O mogno é exportado pelos grupos da dupla principalmente para os EUA e Europa'', diz Adário. O mogno é utilizado na fabricação de móveis sofisticados, instrumentos musicais e iates. No exterior, o metro cúbico do mogno chega a US$ 1.600. Moisés e Osmar não foram localizados em Redenção (PA) para comentar a denúncia.


