Teresina, 30 (AE) - Uma polêmica provocada pela gravidez de duas adolescentes envolve a Igreja Católica, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Câmara Municipal de Teresina, onde tramita projeto do vereador Anselmo Dias (PCdoB). Nele, o parlamentar defende a autorização de aborto em hospitais públicos para mulheres que engravidaram por estupro ou que correm risco de vida na gestação. A polêmica surgiu na cidade com M., de 13 anos, estuprada pelo irmão do padrasto, de 25 anos. A mãe de M. disse que a filha fará o aborto, mesmo sem autorização. O pároco local tenta impedir a interrupção da gravidez. O outro caso envolve T.S.N., de 11 anos, que foi engravidada pelo namorado, de 14 anos, seu vizinho. A família não quer que ela interrompa a gestação.
Nos últimos três anos 2.670 meninas tiveram gravidez precoce em Teresina com risco de vida, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto de Perinatologia da Maternidade-Escola Evangelina Rosa, a mais importante da capital. Segundo a enfermeira Edna Martins, a faixa etária com maior frequência está entre 13 e 17 anos. Ela, porém diz que já atendeu meninas de até 10 anos de idade. De acordo com a enfermeira, nestes casos, em geral a primeira relação sexual acontece logo após a primeira menstruação.

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