Gravidez de cantora leva chefe da PF a deixar cargo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de outubro de 2001
Lívia Marra<br> Agência Folha <br> De São Paulo 
O superintendente da Polícia Federal em Brasília, Paulo Magalhães Filho, pediu demissão do cargo. Ele será substituído pelo delegado Euclides Rodrigues da Silva Filho, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado e Inquéritos Especiais.
Oficialmente, Magalhães Filho disse que deixou o cargo por motivos pessoais. No entanto, a saída do superintendente ocorreu após as investigações sobre a gravidez da cantora Glória Trevi, antes feitas pela superintendência, serem transferidas para a Corregedoria da PF.
A cantora mexicana está grávida de cinco meses, apesar de não ter direito a visitas íntimas.
Outros fatos ocorridos na carceragem da superintendência podem ter colaborado para a saída de Magalhães Filho, como a rebelião liderada pelo sequestrador Marcelo Borelli em maio. Em setembro, Borelli foi agredido duas vezes pelos outros presos: primeiro foi espancado durante o banho de sol, depois sofreu intoxicação e queimaduras. Ele havia retornado do hospital quando os presos colocaram colchões incendiados em sua cela.
Segundo a PF, Magalhães Filho colocou o cargo à disposição ontem. A expectativa é de que na sexta-feira Silva Filho seja empossado.
A cantora, acusada no México de envolvimento em um suposto esquema de aliciamento de menores, está presa no Brasil desde o ano passado. Gloria Trevi foi transferida da carceragem da superintendência para o presídio da Papuda.


