Londrina - Segundo o infectologista Arilson Morimoto, de Londrina, tecnicamente os vírus que causam a dengue são iguais. A gravidade da doença, no entanto, depende quem foi infectado. "A primeira vez que você tem dengue, a possibilidade de ser mais grave é baixa. Quando se tem pela segunda vez, a possibilidade de ocorrer a forma hemorrágica é mais alta. Não é verdade que obrigatoriamente será desse tipo, mas aumenta de três a cinco vezes as chances de ser hemorrágica", explica.
Segundo ele, quando se tem a doença pela primeira vez o organismo tem uma resposta de defesa. Se a pessoa for infectada pelo tipo 1, essa defesa será apenas contra esse tipo de vírus. Se a segunda contaminação for pelo tipo 3, por exemplo, existirá uma resposta inversa – em vez desses anticorpos protegerem, haverá uma amplificação da gravidade da doença. Com isso há mais chances da dengue ser hemorrágica.
"A dengue se caracteriza por febre, dor nas juntas, nos olhos e muita dor no corpo, que dura uma média de cinco a sete dias. A dengue hemorrágica nada mais é que o avanço da complicação clínica, com sangramento espontâneo no nariz, as petéquias, que são pequenos vasinhos que estouram na pele", ressalta.
De acordo com Morimoto, em Londrina oficialmente os vírus circulantes são os tipos 1 e 3. "O tipo 4 é um pouco mais agressivo, mas basicamente depende de quem for infectado. Se a pessoa já teve dengue, o risco aumenta. Como em qualquer doença, as crianças, os idosos, as gestantes e as pessoas mais debilitadas e com doenças prévias são as que correm mais risco de ter mais complicações da dengue", alerta.
A fase crítica da doença, em que há o risco de hemorragia, dura em média sete dias. O tempo de convalescença dura até um mês. Por esse motivo, aponta o infectologista, é necessário o acompanhamento do paciente, porque não se consegue descartar com um único exame se a doença será grave ou não.(E.G.)

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