Grávida vai à justiça contra a Schering
São Paulo, 08 (AE) - Uma jovem, de 24 anos e seu advogado, Daniel Nascimento Curi, entraram com uma ação contra a Schering do Brasil. Segundo o advogado, sua cliente teria engravidado tomando a pílula anticoncepcional Gynera, fabricada pelo laboratório. O advogado alega que o anticoncepcional era impróprio para consumo. Curi entrou com uma ação judicial civil contra a empresa e sua representação no Ministério Público Estadual foi acolhida.
Cid Scartezzini Filho, advogado civil da Schering, informou que não há nenhuma irregularidade com o Gynera. "Vale lembrar que as pílulas anticoncepcionais não são 100% eficazes, principalmente se não são tomadas regularmente."
De acordo com a determinação do Ministério Público, o lote 404 de Gynera, distribuído no litoral sul do Estado e na Baixada Santista, está sendo recolhido. "Enviamos ao Ministério Público como prova duas cartelas vazias do produto", disse o advogado, mantendo o nome de sua cliente em sigilo.
As amostras foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, na capital, para que uma perícia fosse realizada. Scartezzini acredita que o laudo do laboratório confirmará a idoneidade do produto. Curi informou que procurou o laboratório para esclarecer o incidente, mas ainda não obteve uma resposta.
A jovem, solteira, informou que consome diariamente o anticoncepcional Gynera há mais de um ano. Ela comprava as pílulas em Santos. De acordo com a ação, que está na 4ª Vara Cível da cidade, a vítima "teve sua confiança abalada com o caso Microvlar", no qual as pílulas não continham a substância ativa. Por isso, ela acredita que o remédio consumido em novembro, era, de fato,inócuo.





