Uma grávida de sete meses e duas semanas foi atingida por um tiro na cabeça na noite de terça-feira (20), em Curitiba. A mulher de 32 anos caminhava próximo a uma praça no bairro Novo Mundo quando foi surpreendida pelo atirador. Ela foi encaminhada ao Hospital do Trabalhador por pessoas que passaram pelo local. Como o estado da mulher era gravíssimo, os médicos fizeram o parto no intuito de salvar o bebê.

Segundo a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), tanto a mãe como o filho, um menino de menos de um quilo, seguiam internados em estado gravíssimo nas UTIs (unidades de terapia intensiva) adulta e neonatal do Hospital do Trabalhador até o fechamento desta edição. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) instaurou inquérito para apurar o caso. De acordo com a Polícia Civil, até o final da tarde desta quarta-feira (21), ninguém havia sido preso e a polícia preferiu não divulgar detalhes do caso para não prejudicar as investigações.
Em julho do ano passado, um caso parecido aconteceu em Tapejara (Noroeste). Uma mulher de 22 anos, grávida de sete meses, foi baleada na cabeça no momento em que saía para uma consulta de pré-natal. Na ocasião, os médicos também fizeram um parto de emergência e retiraram o bebê. A recém-nascida, no entanto, não resistiu e morreu três dias depois. A mãe ficou internada por 60 dias na UTI do Hospital Norospar, em Umuarama, na mesma região. Apesar de sobreviver, ela teve os movimentos comprometidos.

Na época, um irmão dela foi preso e apontado como o autor do disparo. Em depoimento, ele disse que estava drogado e que confundiu a irmã com o namorado dela, com quem afirmou ter problemas de relacionamento.

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