Grávida de 8 meses é achada carbonizada
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Apucarana Uma gestante foi encontrada morta na divisa entre os municípios de Apucarana e Rio Bom, no Centro-Norte do Estado. Ela estava grávida de oito meses e a execução teria ocorrido com requintes de crueldade.
O corpo foi localizado na quinta-feira, em um matagal às margens do Rio Bom, que divide territorialmente as duas cidades. A necropsia realizada pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou que a mulher teria sido torturada. "As duas pernas estavam quebradas, sendo que uma delas foi amputada. Duas costelas haviam sido quebradas. A vítima também apresentava marcas de esfaqueamento no peito, porém foram golpes superficiais", revelou o chefe-administrativo do IML, Áureo Francisco Silva Filho. O laudo revelou que a mulher teria entre 25 e 35 anos. Até o fechamento da edição ela não havia sido identificada.
O local onde o corpo foi localizado é bastante ermo. Ao lado do cadáver não havia objetos que pudessem colaborar com a investigação policial a vítima não calçava nada, não portava nenhum documento ou usava aliança.
"As investigações apontam que o objetivo (do assassino) de deixar (a vítima) naquele local foi com a intenção de dificultar a investigação. Nós temos convicção também que houve transporte do cadáver para aquele local", afirmou o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, José Jacovós.
A Polícia Civil não havia constatado desaparecimento de nenhum mulher nas cidades da comarca, tampouco de uma gestante. "Estamos verificando vítimas desaparecidas em todo o Estado e até no País", disse.
Materiais foram coletados do corpo para realização de exame genético de DNA. Amostras foram repassadas ao Laboratório Central do Paraná.
O assassino pode ser indiciado por homicídio e com quatro agravantes: motivo torpe, ocultação de cadáver, com emprego de fogo ou
tortura e meio cruel. A pena máxima de prisão neste caso ultrapassa 30 anos de
cadeia.


