São Paulo - Uma fita gravada pelo circuito interno de segurança da Universidade Estácio de Sá e um laudo técnico podem mudar o rumo das investigações sobre o tiro que feriu a estudante Luciana Gonçalves de Novaes, 19, na última segunda-feira, no campus do Rio Comprido (zona norte). Ao contrário das informações iniciais da polícia, de que o tiro havia sido disparado por criminosos do morro do Turano, vizinho da universidade, o tiro pode ter sido disparado dentro do próprio campus.
O secretário da Segurança Pública, Anthony Garotinho, disse que ''há 95% de possibilidade de o tiro ter sido disparado de dentro do próprio campus''. ''São informações do delegado que cuida do caso e isso muda o caminho das investigações'', afirmou durante participação no programa ''Bom Dia Governadora', na Rádio Tupi.
As imagens do circuito interno revelariam um homem carregando um fuzil e outra arma possivelmente uma pistola no campus da universidade. Um laudo demonstra que a bala que atingiu a universitária partiu de uma pistola 40 mm e não atinge de 600 metros distância entre o local em que a estudante foi baleada e o morro. O tipo de bala também seria usado por policiais do Estado.
Apesar de as investigações seguirem ''outra direção' a partir dos novos indícios, a polícia ainda não tem confirmação sobre o atirador. Entre as hipóteses estão a invasão do campus por um criminoso e troca de tiros entre traficantes e policiais.
Após a estudante ser baleada, a polícia trabalhou com a hipótese de os tiros terem sido disparados do morro do Turano em direção ao campus da universidade como represália ao desaparecimento de dois homens e à morte de um suposto traficante durante operação policial. A universidade teria desrespeitado um toque de recolher imposto pelos criminosos da região.
A bala atingiu o rosto da universitária, na região da mandíbula, destruiu parte da terceira vértebra e se alojou na coluna medular. Ela foi submetida a uma cirurgia, na última quinta-feira, para a retirada da bala que estava alojada e para a estabilização da coluna por meio de próteses. Os médicos ainda avaliam a extensão da lesão causada pelo tiro e possíveis sequelas.

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