Granma: Mãe de Elián foi forçada a fugir de Cuba.
Havana, 08 (AE-AP) - Ignorando os argumentos de que a mãe de Elián González estaria buscando liberdade para seu filho nos Estados Unidos, Cuba descreveu-a hoje (08) como uma mulher tímida que foi brutalmente forçada pelo namorado a fazer a trágica viagem marítima.
"Levada Por Ameaças e Violência à Tragédia" foi a manchete de um longo artigo do jornal Granma, porta-voz do Partido Comunista. A matéria oferece a versão do governo cubano sobre a relação entre a mãe de Elián, Elizabeth Brotons, e seu namorado Lazaro Mureno.
Esta foi a mais recente batalha em uma guerra ideológica entre o governo comunista de Cuba, que está lutando para levar de volta à ilha o menino de seis anos, e os exilados anti-castristas de Miami, que brigam para mantê-lo nos EUA.
Elián foi resgatado na costa da Flórida em 25 de novembro depois de um acidente que custou a vida de sua mãe, Mureno e outras nove pessoas. O pai de Elián e quatro avós moram em Cuba e querem seu retorno ao país. Mas os parentes exilados de Miami dizem que o menino deveria ficar nos EUA para que possa viver em liberdade.
O governo cubano e inclusive a mãe de Elizabeth Brotons, Raquel Rodriguez, dizem que Elizabeth foi forçada pelo namorado a fazer a perigosa viagem. Autoridades de imigração norte-americanas afirmaram que Mureno era um contrabandista que havia cobrado a maioria dos passageiros pela viagem.
"Mureno foi o organizador e o principal responsável pela viagem", afirma o artigo do Granma. O jornal citou amigos e parentes do casal que descreveram Mureno como um homem que abusava física e verbalmente de Elizabeth, além de espancá-la regularmente.





