Grandes e pequenas guerras causaram alto número de mortes na década
Washington, 19 (AE-AP) - As guerras que afligiram o mundo nesta década causaram milhões de mortes. Aqui está o saldo das vítimas ou as estimativas das mortes nos principais conflitos dos anos 90: AFEGANISTÃO - Dois milhões, 1979-1992: Militares apoiados pela União Soviética tomam o poder depois de um golpe de Estado, com a ajuda de mais de 100.000 soldados soviéticos. Grupos guerrilheiros islâmicos expulsam os soviéticos, mas então começam a lutar entre si. A guerra civil continua entre a milícia do Taleban e uma aliança das forças de oposição. SUDÃO - 1,5 milhão, 1983-99: Guerrilheiros do sul do país, de maioria cristã e animista, lutam pela autonomia da região, contra o norte, dominado por árabes muçulmanos, em um conflito marcado pela fome. RUANDA - 500.000 a 800.000, 1994: Uma matança de tutsis e hutus de tendência moderada é perpetrada durante 90 dias por soldados, milicianos e outros grupos armados. É finalmente freada por guerrilheiros dirigidos por tutsis. BàSNIA - 250.000, 1991-95: Conflito militar e massacres de civis depois da dissolução da Iugoslávia, finalizado com um acordo de paz mediado pelos Estados Unidos. GUATEMALA - 200.000, 1960-96: Uma guerra civil na qual o exército guatemalteco massacrou aldeias indígenas inteiras e que terminou com um acordo entre guerrilheiros esquerdistas e o governo. COLÍMBIA - 1.200 civis, 1998: Milhares de pessoas morrem a cada ano nas mãos de narcotraficantes, guerrilheiros esquerdistas, esquadrões paramilitares e soldados rebeldes num conflito que leva várias décadas. O ouvidor da Colômbia assegura que os massacres de civis aumentaram 16% no ano passado, chegando a 1.200 e que mais de 300.000 pessoas foram deslocadas por causa da violência. ISRAEL-PALESTINOS - 125.000, 1948-1997: Segundo o Centro de Informação da Defesa, este é o saldo das vítimas desde a fundação do Estado de Israel, em 1949. TURQUIA - 37.000, 1984-99: Guerrilheiros curdos que lutam pela autonomia no sudeste da Turquia, a partir de bases rebeldes no norte do Iraque. ARGENTINA - 9.000 a 30.000, 1976-93: Esquadrões da morte apoiados pelo exército torturam e assassinam opositores, muitos dos quais continuam desaparecidos, na "guerra suja" desencadeada pela ditadura militar contra ativistas de esquerda. GOLFO PÉRSICO - 4.500-45.000, 1991: O saldo, ainda questionado, de civis mortos em campanha para expulsar o Iraque do Kuwait. Os Estados Unidos afirmam que 2.500 morreram enquanto o Iraque diz que foram 35.000. Também está em disputa o número de soldados iraqueanos mortos: para os Estados Unidos, foram 1.500. Segundo as autoridades norte-americanas, 147 morreram nesta campanha, enquanto 289 morreram em acidentes relacionados a ela. KOSOVO - 2.000, 1998: O número total de vítimas aumentou este ano a níveis ainda desconhecidos com a intensificação da matança de albano-kosovares por parte dos sérvios, que respondem aos bombardeios da Otan. A Otan reconheceu que bombardeou um trem de passageiros e um comboio de refugiados: os sérvios sustentam que estes ataques mataram 75 pessoas. ESPANHA - 800, 1961-99: O grupo separatista basco, ETA, declarou uma trégua de seis meses em sua luta pela independência, mas se viu em dificuldades devido a uma intensa perseguição policial. ARGÉLIA - 75.000, 1992-98: Uma insurreição foi deflagrada quando o exército cancelou eleições nas quais a Frente de Salvação Islâmica seria a provável vencedora. A Argélia elegeu seu primeiro chefe de Estado civil desde 1965 na semana passada, mas as eleições foram consideradas fraudulentas. CHECHÒNIA - 18.000 a 100.000, 1994-96: Lutas entre soldados russos e rebeldes chechenos terminaram com a autonomia da Chechênia mas nenhum país reconhece a sua reivindicação por independência.





