Grandes devedores na mira da Procuradoria do Estado
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Marian Trigueiros <br> Reportagem Local 
Londrina - Dez caminhões de uma tradicional rede de mercados de Londrina foram penhorados na tarde de ontem pela Procuradoria Geral do Estado (PGE). Apenas dois veículos, entretanto, foram levados como pagamento de uma execução fiscal referentes a ausência de recolhimentos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da empresa, segundo determinação do despacho da Justiça.
De acordo com o diretor-geral da PGE, Julio Zem, a operação faz parte de um projeto que prevê maior efetivação de cobrança judicial das dívidas em todo Paraná. ''Calculamos que mais de R$ 13 bilhões estejam em execução no Estado. Na região de Londrina, cerca de R$ 1,7 bilhão'', revelou. Como parte do planejamento, as procuradorias estão focando nos maiores devedores. Especula-se que, somente no município, 30 empresas estejam na mira da PGE; 50 na região.
O motivo de focar em algumas empresas, segundo o procurador, é garantir um maior retorno para o Estado. ''Existe um volume muito grande de empresas que não honram suas dívidas. E, pela falta de profissionais, temos dificuldade em executar todas elas. Por isso, a escolha pelos maiores valores'', completou.
A execução na rede de mercados foi a primeira grande ''operação'' realizada na região neste novo planejamento. Houve confusão no momento e há relatos de abuso de autoridade. ''Chegaram com brutalidade e de forma arbitrária para remover os caminhões que estavam no escritório da empresa. Estes, inclusive, são locados. A PGE só conseguiu a decisão favorável porque deu informações erradas por má-fé no processo'', critica o advogado da rede, Luiz Lopes Barreto, informando que a decisão foi concedida por um juiz substituto.
Conforme ele, a empresa pagou o valor de R$ 500 mil de ICMS, mas em precatórios. ''O Estado deve e não quer pagar.'' Ainda na tarde de ontem, o advogado disse que esteve com o juiz titular e pediu para reavaliar o caso. ''Caso ele mantenha a decisão, o que não acreditamos, vamos recorrer.''


