Os grandes centros urbanos do Paraná também sofrem com a falta de especialistas. Segundo Maria Fátima Tomimatsu, diretora de regulação da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, atualmente os maiores gargalos do Sistema Único de Saúde (SUS) no município em consultas eletivas estão nas especialidades de cardiologia infantil, dermatologia, ortopedia geral, cirurgia bariátrica, cirurgia ginecológica, cirurgia plástica, cabeça e pescoço, endocrinologia, reumatologia e mastologia.
Ainda de acordo com a diretora, na área de urgência e emergência existem problemas nas escalas de plantões dos hospitais que atendem pelo SUS "em algumas especialidades primordiais, como a cirurgia geral, ortopedia geral e ortopedia infantil". Esse assunto foi tema de uma reunião convocada no mês passado por Paulo Tavares, promotor de Direitos Constitucionais, Saúde Pública e Saúde do Trabalhador.
Na ocasião, a Secretaria de Saúde informou que, com a inclusão da macrorregião de Londrina na Rede de Urgência e Emergência pelo Ministério da Saúde, os hospitais da região poderão captar recursos financeiros para investimento e custeio.
Maria Fátima relata que a gestão local do SUS está buscando providências. "A Secretaria Municipal de Saúde está gestionando junto à direção dos hospitais o cumprimento das metas contidas nos contratos, como a oferta de consultas eletivas de especialidades constantes nos contratos, principalmente naquelas com maior demanda, e das escalas de plantões de especialidades para a urgência e emergência conforme previsto nos contratos. Também temos gestionado junto ao Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) a ampliação da oferta de consultas eletivas, em várias especialidades", afirma a diretora.
Ela diz, entretanto, que a falta de especialistas para consultas eletivas e na área de urgência não é um problema apenas na saúde pública. "Como temos observado, este problema vem ocorrendo também com os planos de saúde privados, em que em algumas especialidades também ocorre tempo de espera prolongado. No SUS o problema tem várias causas: a defasagem de valores da tabela de procedimentos, pouco atrativos para profissionais médicos; o deficit de médicos especialistas no mercado em algumas especialidades como a dermatologia, reumatologia, endocrinologia, cardiologia pediátrica, além de outras causas pontuais; além do que, Londrina é referência para uma macrorregião com população aproximada de 1,87 milhão de habitantes para procedimentos de alta e média complexidade", relata a diretora. (F.G.)

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