Grande SP vive dia de mortes e medo após 12 horas de temporal
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segunda-feira, 11 de março de 2019
Folhapress 
São Paulo - A chuva que caiu na Grande São Paulo da noite de domingo (10) ao amanhecer desta segunda (11) deixou ao menos 12 mortos na capital e em cinco cidades vizinhas, prejuízo estimado de R$ 45 milhões ao comércio, 94 árvores caídas e perdas não contabilizadas em ruas, prédios, escolas, casas e carros inundados.
O saldo de mortes é o segundo maior registrado pela Defesa Civil na região em decorrência das chuvas desde 2016, quando 17 pessoas morreram, e o terceiro desde 1987, quando um temporal matou 53.
Não havia estimativa de desabrigados até a noite de segunda. Pessoas passaram a noite no telhado de suas casas para fugir da enchente ou ficaram ilhadas sem sair do trabalho ou chegar até ele. Prédios na zona sul de São Paulo, no Ipiranga, precisaram ser interditados sob risco de ruírem, e ao menos 54 pontos de deslizamento foram registrados na região metropolitana. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar atenderam, até a conclusão desta edição, 1.261 ocorrências.
O prefeito Bruno Covas (PSDB) estava ausente da cidade, em viagem à Europa para a qual tirou licença não remunerada. Às 14h desta segunda, ele anunciou que abreviaria a estada e retornaria a São Paulo para reassumir o cargo na manhã desta terça (12). Prefeito em exercício, o vereador Eduardo Tuma (PSDB) afirmou que o caos gerado pela chuva era imprevisível. "[Foi] extraordinário. Não havia qualquer ação preventiva que pudesse corrigir o que aconteceu hoje", disse Tuma.
O índice médio de chuva na cidade nessas 12 horas foi de 57,8 mm, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura, ou quase 1/3 dos 177,4 mm esperados para março e o maior volume registrado na cidade desde 2006.
Cinco das mortes registradas, incluindo a de um bebê de um ano em Ribeirão Pires, ocorreram por soterramentos e deslizamento de terra. As outras sete, das quais três foram na capital, se deram por afogamento.
O bairro do Ipiranga foi um dos mais atingidos pelas enchentes. Ainda na tarde desta segunda havia famílias com malas diante dos prédios esvaziados e das casas inundadas. As ruas estavam repletas de móveis estragados, e lojas e lanchonetes distribuíam alimentos.
Nesta terça (12), a previsão é de sol entre nuvens pela manhã e sensação de tempo abafado. Entre a tarde e o início da noite, áreas de instabilidade poderão se formar e provocar chuva em forma de pancadas fortes, com trovoadas e rajadas de vento.


