São Paulo, 27 (AE) - De janeiro até ontem (26), a Secretaria de Segurança Pública registrou 57 chacinas, com a morte de 193 pessoas na Grande São Paulo - só na capital ocorreram 30 chacinas, com 95 mortes. Desse total, apenas 17 foram esclarecidas - 12 na capital. Entre os crimes não esclarecidos está a morte de três operários, na tarde de domingo
em Campo Limpo, zona sul.
O operador de guincho Antônio João da Silva Neto, de 25 anos; o caminhoneiro Joaquim Pereira Rocha, 39, e o pedreiro Antônio Júnior Alves, 32, tomavam cerveja, quando, às 18 horas, três homens vestindo capuz invadiram o Bar e Lanches Pantanal, disparando. Silva Neto foi atingido por sete disparos. Rocha e Alves correram para os fundos do bar, mas foram perseguidos pelos assassinos. Os dois receberam tiros na cabeça e nas costas.
Enquanto os assassinos fugiam, a polícia foi chamada. O irmão de Silva Neto, José Pedro da Silva, 31, disse aos policiais que acreditava que o crime teria sido vingança. É que Silva Neto deveria saber alguma coisa a respeito do assassinato do amigo dele, conhecido apenas Pernambuco, ocorrido há 23 dias. O dono do bar, Luís Carlos Pereira, disse que não viu nada, pois quando os assassinos chegaram tinha ido ao fundo do estabelecimento acender uma luz. Na carteira de Rocha, policiais militares encontraram um cigarro de maconha e uma porção de cocaína.

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