Grande parte das mulheres enfrenta dupla jornada
Além da renda, aumentou também a escolaridade das pessoas responsáveis por domicílios em geral e das mulheres em particular. Entretanto, 20 por cento das responsáveis por famílias do sexo feminino são analfabetas. As analfabetas funcionais, que tem menos de três anos de estudos, chegam a 37,7%.
Essas mulheres têm grande dificuldade de ingressar no mercado de trabalho, diz Vandeli Guerra, pesquisadora do IBGE. Mesmo assim, em 1991, o índice de analfabetismo entre as mulheres responsáveis por domicílios era de 31,3%. O número de anos de estudo entre as mulheres chefes de família passou de 4,4 para 5,6.
Os piores índices de analfabetismo estão em Alagoas. Chega a 43,6% entre as mulheres chefes de família no Estado. Entre as capitais, Alagoas tem o pior porcentual: 24,4%. O melhor desempenho entre os Estados está no Distrito Federal, onde 8,9% das chefes de família são analfabetas. Nas capitais, o melhor desempenho é em Porto Alegre, com apenas 4,9%.
A maior participação da mulher no comando dos domicílios é uma das novidades do perfil da família brasileira, que está ficando menor. No futuro a sociedade vai absorver esse modelo de família. Nesta pesquisa, vimos que em torno de 90% das mulheres responsáveis por domicílios não têm cônjuge e também 90% ainda se ocupam de afazeres domésticos, o que mostra jornada dupla de trabalho para muitas delas, diz a coordenadora da pesquisa, Ana Lúcia Sabóia.





