Granadas, depredação e morte marcam dia violento no Rio
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quinta-feira, 10 de abril de 2003
Agência Estado 
Rio - A onda de violência no Rio imposta pelo crime organizado parece não ter fim. Ontem de madrugada, duas granadas de fabricação caseira foram jogadas em ruas do Leblon, bairro mais caro da zona sul do Rio. Em São Gonçalo, no Grande Rio, um ônibus foi incendiado por traficantes. Na Linha Amarela, um policial foi ferido por homens que passaram atirando.
De manhã, foi a vez do tráfico sofrer um golpe: numa operação no complexo de favelas Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, em Copacabana, a Polícia Civil matou Jurandir Dias do Nascimento, o Caju, de 23 anos, apontado com o autor de diversas ações criminosas ocorridas na zona sul, entre elas dois ataques com bombas jogadas contra o shopping Rio Sul o mais tradicional da região , anteontem e em outubro de 2002.
Apontado como principal traficante da zona sul, Caju foi baleado numa uma troca de tiros com policiais da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE). Gildo Cesar Cerqueira de Freitas, o Docinho, de 25 anos, também foi morto. A polícia informou que ele era o ''segundo'' na hierarquia do tráfico na região. Os traficantes estavam numa casa da favela e reagiram à prisão, segundo informaram os policiais. Foram apreendidos uma submetralhadora de fabricação israelense e um fuzil, que seria roubado da Marinha.
Entre as ações ousadas de Caju, no Rio Sul: a cabeça de um homem foi encontrada dentro de um banheiro do shopping, num saco de lixo. A Caju também são atribuídos os esquartejamentos de um policial civil e de um desafeto que teve os pedaços do corpo deixados na orla marítima.


