Gralha Azul contesta denúncia
De LondrinaA Seguradora Gralha Azul contesta as acusações feitas pelo comerciante Enoque Alves da Silva, 34 anos, de Sertaneja (38 km ao norte de Londrina), em reportagem publicada sexta-feira pela Folha.
Enoque acusou a empresa de recusar-se a ressarci-lo do furto de seu Fiat Uno, ocorrido em 23 de janeiro, e de ter sido duplamente prejudicado com o acidente que destruiu sua caminhonete D-20, quando ele viajava em busca de uma solução junto a seguradora para o caso do furto. O veículo destruído foi usado em um protesto em frente ao Banestado de Sertaneja, tornando o caso público.
Segundo informações da sucursal da Gralha Azul em Londrina, Enoque pagou apenas a primeira das 10 parcelas. Dois dias antes do acidente, ele teria sido avisado por um funcionário do Banestado de Sertaneja que o atraso de 22 dias implicaria no cancelamento da apólice. ‘‘Sendo assim, não cabe à seguradora nenhuma responsabilidade sobre o furto ocorrido’’, diz uma nota da assessoria de imprensa da seguradora. Enoque nega que tenha recebido qualquer comunicação sobre o possível cancelamento.
Em relação ao prejuízo de Enoque no acidente com sua D-20, a Gralha Azul afirma que a vistoria constatou que os danos ultrapassavam 75% do valor do veículo, o que caracterizaria perda total e o pagamento de uma apólice de R$ 14.500,00. Segundo a seguradora, Enoque não teria aceitado a proposta e teria pedido para fazer um acordo, onde receberia R$ 10,5 mil e mais o que restou do veículo. A Gralha Azul não aceitou alegando que a proposta iria ferir as Condições Gerais do Seguro, cujo teor Enoque conheceu ao assinar o contrato.
‘‘Neste momento, a seguradora aguarda apenas a entrega dos documentos necessários para a liberação do valor de indenização devido’’, informou a nota da Gralha Azul.

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