Gradiente Telecom prevê vender 3 mihões de celulares em 2000
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2000
Por Renata de Freitas 
São Paulo, 15 (AE) - A Gradiente Telecom espera vender três milhões de aparelhos celulares este ano, chegando a uma fatia de 25% do mercado. O diretor-geral da empresa, Sidnei Brandão, disse que devem ser comercializados doze milhões de aparelhos em todo o Brasil, sendo nove milhões para novos assinantes e os restantes três milhões para substituição de antigos. A taxa de crescimento da venda de celulares ficará entre 20% e 30% este ano, muito abaixo dos 100% de 1999. No ano passado, a Gradiente vendeu 1,8 milhão dos nove milhões de aparelhos comercializados.
Brandão confirma a intenção das operadoras de telefonia celular de reduzir os subsídios dos aparelhos, o que pode levar a um aumento nos pré-pagos. Ele esclareceu que, apesar da expansão do mercado pré-pago, as operadoras não consideram os resultados tão satisfatórios por causa da prática disseminada da ligação a cobrar. O Brasil é o único País que permite a ligação a cobrar a partir do celular pré-pago. Segundo Brandão, 1999 foi o ano do pré-pago e 2000 será o do pós-pago.
"O cenário é de subsídios parcialmente retirados e preços parcialmente incrementados", declarou. "A tendência é de as operadoras se voltarem para o pós-pago e grandes usuários, com grau de subsídio maior", acrescentou. "O pré-pago se manterá com o subsídio mínimo", afirmou. No ano passado, os pré-pagos representaram 70% das vendas de celulares.
Outro fator que pode influenciar ainda no preço dos celulares é a grande demanda mundial por componentes como flash memories e filtros, utilizados não apenas na telefonia móvel mas também nos DVDs. A Gradiente, segundo Brandão, já programou com fornecedores as compras de componentes e ampliou a capacidade da unidade fabril de Manaus, que compartilha com a Nokia.
Segundo o diretor-geral da empresa, Sidnei Brandão, o cenário será de redução do volume de pré-pagos porque a prática difundida entre os usuários da chamada a cobrar deu resultados não tão satisfatórios para as operadoras. A expectativa de Brandão é que as operadoras se voltem mais para o serviço pós-pago e grandes usuários neste ano. O diretor-geral da Gradiente confirmou a tendência de as operadoras reduzir os subsídios do preço do terminal, o que pode até levar a um pequeno aumento de preços nos aparelhos pré-pagos. Brandão acredita que serão vendidos este ano ano no País 12 milhões de celulares, sendo 9 milhões para novos assinantes e 3 milhões para substituição de aparelhos antigos.


