São Paulo, 22 (AE) - A Gradiente está protestando junto à Justiça contra o arrendamento das lojas do Mappin por outras companhias. "Aí não há o respeito à Lei das Falências, já que os credores foram esquecidos nas negociações", disse o presidente da companhia, Eugênio Staub.
"O dono (do Mappin-Mesbla) saiu do Brasil foi para Londres, deixando um preposto no seu lugar. Os credores não foram ouvidos em nada. O que estamos fazendo é tratar da proteção do nosso patrimônio", disse Staub.
As dívidas de Mappin-Mesbla para com fornecedores e bancos chegam a cerca de US$ 1 bilhão. "Se não falarmos nada agora, quando for decretada a falência, não haverá o que receber", afirmou.
O protesto foi feito em edital divulgado hoje pela Gradiente e a Grediente Entertainment, e foi também endereçado ao Juíz Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, da 18ª Vara Cível, no qual faz saber ao Mappin, Pão de Açúcar, Lojas Riachuelo, Lojas Renner (JC Penney), Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Centrus Fundação Banco Central de Previdência Privada, Refer Fundação Rede Ferroviária Seguridade Social e Fundação Sistel de Seguridade Social que "é fato público e notório de que a requerida tem ajuizado contra si centenas de pedidos de falência
sendo as requerentes credoras da requerida, têm legítimo interesse em resguardar os seus direitos, como terceiras que poderão ser prejudicadas pela malversação de bens e de direitos da requerida e assim evitarem boa partecela de prejuízos aos credores".

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