Londres, 16 (AE-AP) A Grã-Bretanha solicitou hoje (16) a presença do alto comissário do Zimbábue para manifestar seu protesto contra a "ilegalidade e violência" reinantes naquela
nação africana, que resultaram na morte de um fazendeiro branco e de dois líderes da oposição.
Líderes dos fazendeiros afirmaram que a polícia não impediu que os intrusos que ocuparam as fazendas pertencentes a brancos disparassem um tiro fatal contra David Stevens ontem e espancassem violentamente outros cinco fazendeiros brancos em um distrito rural situado a leste da capital, Harare.
Acredita-se que Stevens tenha sido o primeiro fazendeiro branco morto no contexto de um confronto tenso entre os proprietários de terras e os invasores apoiados pelo partido do Presidente Robert Mugabe.
Ainda ontem, dois representantes do principal partido de oposição, Movimento para a Mudança Democrática, morreram durante um atentado a bomba.
"É essencial que a paz e a estabilidade sejam estabelecidas rapidamente, e que se mantenha o estado de direito," declarou o ministro do Interior da Grã-Bretanha ao comissário Simbarashe Mumnengegwi.
"Também é importante que a liderança seja exercida pelo escalão máximo do governo, para prevenir novos atos ilegais e violências."
"É imperativo que a calma seja restabelecida nas fazendas," acrescentou o ministro, "e que a oposição seja capaz de agir sem violência e intimidação."
Falando na Índia, onde está em visita oficial, o secretário do Exterior, Robin Cook, ressaltou que a violência "é exatamente o resultado que se temia da subversão da lei e da ordem em Zimbabwe."
Cook disse que a Grã-Bretanha exigirá "que o governo (do Zimbábue) detenha a ocupação das fazendas antes que ocorram mais mortes." E acrescentou: "Tambem exigiremos que os responsáveis por esse assassínio sejam encontrados e julgados."

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