Londres, 01 (AE-ANSA) - A partir de hoje, as prestigiosas e severas instituições de ensino privadas da Grã-Bretanha estão proibidas de aplicar tapas no rosto e outros golpes nos alunos. A abolição total do castigo corporal deve-se a entrada em vigência de uma lei de diretrizes, rejeitada por alguns setores que querem continuar aplicando os castigos nas crianças e adolescentes. Cerca de 40 escolas cristãs anunciaram nos últimos dias que apresentarão um recurso perante a Corte Européia de Direitos Humanos, pois acreditam que o castigo físico é um "eficiente instrumento pedagógico". "Não queremos um regresso à era de Dickens, porém, desejamos manter uma razoável, moderada e amorosa disciplina", disse Phil Williamson, diretor da Christian Fellowship School, de Liverpool. De acordo com Williamson, o Estado não deve "intrometer-se" na educação privada e comete um erro ao se colocar contra o costume de aplicar castigo físico, que julga ser "benéfico para certas crianças". No seu entender, receber tapas no rosto e outros golpes ajudam as crianças a compreender "os limites aceitáveis" e, assim, tornarem-se "cidadãos mais responsáveis". Para o diretor da Christian Fellowship School, a abolição dos castigos corporais nas escolas públicas, ocorrida há 13 anos, teve efeitos negativos no sistema. Williamson atribuiu a essa medida o aumento nos casos de expulsão e de agressão contra professores. O governo do primeiro-ministro trabalhista Tony Blair desmentiu os argumentos das escolas cristãs e ressaltou que a União Européia sempre se opôs aos castigos corporais em salas de aula. Portanto, a corte européia, certamente, não irá anular a lei britânica sobre o tema.

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