Roma, 08 (AE-ANSA) - As pressões internacionais para o envio de uma força de paz para o Timor Leste se intensificaram hoje (08). O secretário-geral da Otan, o espanhol Javier Solana, afirmou que uma intervenção da comunidade internacional no território é urgente. O presidente da França, Jacques Chirac, assegurou que seu país fará o possível para que o Conselho de Segurança da ONU assuma toda sua responsabilidade no Timor Leste
como fez em Kosovo, com a criação de uma força especial. Chirac advertiu o governo de Jacarta sob o perigo de "colocar em discussão a ajuda financeira internacional ao país". O chefe de estado francês também fez um apelo ao presidente B.J. Habibie e aos militares indonésios para que respeitassem seus compromissos para garantir a segurança no Timor Leste. Também o chanceler alemão, Joschka Fischer, considerou "como única alternativa" o envio de uma força internacional a Timor Leste, caso a violência não seja contida imediatamente. Fischer condenou "a política de terror com o objetivo de expulsar as pessoas" da ex-colônia portuguesa. O presidente da áustria também juntou-se aos apelos da comunidade internacional para que a Indonésia coloque um fim na violência no território separatista. Numa carta endereçada ao presidente B.J. Habibie, o chefe de estado austríaco, Thomas Klestil, expressou "sua profunda preocupação com relação à violência e a urgência com que Jacarta deve adotar medidas que restabeleçam a lei e a ordem na província".

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