Governos da América decidem dar prioridade à pré-escola
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terça-feira, 04 de abril de 2000
Por Leonardo Trevisan 
São Paulo, 05 (AE) - O investimento na pré-escola será a nova prioridade em todas as ações educacionais nas Américas. O documento Marco de Ação Regional, elaborado por técnicos da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e do Banco Mundial, sintetizou as decisões da Reunião das Américas para Avaliação da Educação para Todos, realizada em Santo Domingo, de 10 a 12 de fevereiro, com participação de representantes dos ministérios da Educação da América Latina e do Caribe, além dos Estados Unidos e Canadá. Esta semana, os governos da região concordaram com os "compromissos da Educação para Todos" definidos no texto.
Esse documento concluiu que a "insuficiente atenção" ao desenvovimento integral das crianças na primeira infância era o principal responsável pelas "altas taxas de evasão e repetência" na escolaridade básica. Essa mudança de prioridade atingirá todos os investimentos dos organismos internacionais de ajuda para a região nos próximos anos.
A prioridade de investimento na pré-escola é o primeiro desses compromissos, por garantir o direito universal de uma "educação de qualidade desde o nascimento". Reduzir a repetência, com a ampliação da escolaridade básica, além de mudanças no currículo - com inclusão de temas de "educação para a vida" - são os novos desafios educacionais para as Américas.
Para a Unesco, os governos assumiram o compromisso de "gradualmente" aumentar os investimentos educacionais "até 6% do Produto Interno Bruto de cada país". Estes investimentos devem contar com ampla "participação social que assegure a transparência" e devem "ser descentralizados para otimizar o uso dos recursos".
Os governos aceitaram também o compromisso de que os docentes têm "lugar insubstituível na transformação da educação". O uso dos novos recurso diáticos e tecnológicos na Educação não substitui o professor.
A valorização da profissão docente está associada, para a Unesco, à "melhoria das condições de vida e trabalho" do educador.
O documento confirma que os governos assumiram o compromisso de "converter políticas assistencialistas em políticas de promoção de capacidades das pessoas".


