Curitiba- O Governo do Estado determinou uma mudança completa no 13º Batalhão da Polícia Militar, unidade onde estavam lotados os policiais militares (PMs) presos na quinta-feira por integrarem uma quadrilha responsável por vários crimes realizados na região Sul da Capital, área de responsabilidade do 13º BPM. Todos os aproximadamente 500 policiais lotados no batalhão serão transferidos para outras unidades na Capital e do Interior, depois de passarem por curso de reciclagem. Ontem, parte do efetivo do 13º já tinha sido enviado à Academia do Guatupê para iniciar os cursos de reciclagem.
As mudanças foram anunciadas ontem de manhã durante solenidade de homenagem ao major Pedro Plocharski, que era subcomandante do 13º BPM e foi assassinado no dia 28 de janeiro deste ano por integrantes da quadrilha porque havia descoberto o esquema envolvendo PMs.
De acordo com o comandante-geral da PM, coronel David Antonio Pancotti, apenas o comandante e subcomandante do 13º batalhão, major Irineu Osires Cunha e major Ranato da Silveira, respectivamente, ambos designados para os cargos após a morte de Plocharski, permanecerão nos cargos.
O objetivo das mudanças é garantir que nenhum policial que tivesse conhecimento do esquema da quadrilha continue atuando naquela região.
Desde quinta-feira até ontem, 33 pessoas foram presas. Inicialmente a operação previa 31 prisões. Outras duas pessoas estão foragidas: o advogado criminalista Peter Amaro de Souza e o traficante de drogas conhecido como ''Sky''. Souza exercia a função de advogado de defesa do traficante Eder Conde e de dois PMs, entre eles o sargento Ademir Leite Cavalcanti, acusado de ligação com ''Sky''.
O secretário de Estado de Segurança Pública Luiz Fernando Delazari acredita que ''toda contaminação foi extirpada'' do 13º batalhão. De acordo com ele, as investigações e depoimentos colhidos até agora não apontam para o envolvimento de mais policiais militares. O secretário também descarta a possibilidade de que haver policiais civis envolvidos.
Segundo Delazari, para desmantelar a quadrilha a PM trabalhou diretamente em mais de 200 mil interceptações telefônicas. ''Sem a colaboração da PM não teríamos esse resultado'', disse.

mockup