Governo vai restringir uso de medicamento contra gripe A
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
Agência Estado 
Brasília - O aumento expressivo de casos de gripe A (H1N1) registrado na última semana levou o governo brasileiro a restringir o uso do antirretroviral oseltamivir (Tamiflu) e a alterar a forma do diagnóstico da doença. Até ontem, o remédio era indicado para todos os pacientes com suspeita da doença. Com a nova recomendação, ele passa a ser usado apenas entre pacientes que apresentem um quadro mais grave ou maior risco de complicação, como menores de 2 anos, maiores de 60, gestantes e diabéticos. O uso do teste diagnóstico também não será usado em todos os casos.
Pessoas com suspeita da doença que sejam da mesma instituição (escola, empresa) de um paciente, cuja infecção foi confirmada laboratorialmente, automaticamente também serão considerados casos confirmados.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que a restrição do uso do antirretroviral tem dois objetivos: reduzir o risco de o vírus tornar-se resistente ao remédio e, ao mesmo tempo, evitar que mais pessoas tenham reações adversas à medicação. Ressalto ainda que o uso do oseltamivir não é o único meio eficaz para a cura da influenza. Por isso, a situação não muda o compromisso do ministério. Todos terão assistência adequada, completou. Ele disse que não há problemas de estoque.
Temporão avalia que a doença continuará aumentando no País. Sua previsão tem duas explicações: o clima mais frio, quando tradicionalmente há maior número de casos de gripe, e a chegada das férias escolares, período em que há um aumento grande de viagens.
Nesta sexta-feira, o ministério confirmou mais 70 casos novos da doença. Agora, há no País 522 pacientes com gripe suína confirmada e outros 477 sob investigação. Quanto mais as pessoas usarem o remédio de forma desnecessária, maior será o risco de o vírus tornar-se resistente. E esse é um risco que não podemos correr.


