Governo vai investir mais em saúde bucal
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de maio de 2004
Silvana Leão<br>Reportagem Local 
O perfil de país dos desdentados, que vem sendo traçado pelo Brasil há várias décadas, pode começar a mudar em breve. Em uma iniciativa inédita o governo federal está fazendo investimentos capazes de dar a uma parcela significativa da população a chance de tratar da saúde bucal. Segundo o coordenador nacional de Saúde Bucal, Gilberto Pucca, até o final de 2006 deverão ser investidos R$ 1,3 bilhões na área.
Pucca participou, ontem de manhã, de um debate sob o tema Abordagem familiar em saúde bucal. A ousadia de ampliar o acesso à atenção em saúde bucal um novo desafio?, dentro da programação do V Encontro Paranaense de Saúde da Família e Comunidade, realizado no Hotel Crystal, em Londrina. O coordenador informou que o programa Brasil Sorridente, lançado pelo Ministério da Saúde no mês de março, irá implantar no País aproximadamente 400 centros de referência para tratamento especializado.
A previsão é que dentro de 60 dias 50 destes centros 10 deles no Paraná comecem a ser implantados. O Estado também vai abrigar, na Universidade Federal do Paraná e na Universidade Estadual de Maringá, os dois únicos laboratórios-piloto de prótese adontológica, que capacitarão os outros 400 laboratórios a serem implantados no País nos próximos 2,5 anos. O Paraná foi escolhido por ser uma referência na área, explicou Pucca.
Ele lembrou que também pela primeira vez serão oferecidas próteses pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nossos planos são que, até o final de 2006, 50% dos idosos que já perderam os dentes ganhem próteses, assim como os cinco mil adolescentes que já não possuem mais dentes. De acordo com o coordenador de Saúde Bucal no Paraná, Christian Mendez Alcântara, dos 399 municípios do Paraná, 223 já contam com Equipes de Saúde Bucal, que atuam dentro do Programa Saúde da Família (PSF).
O Encontro Paranaense de Saúde da Família e Comunidade teve como tema O Processo de Trabalho em Saúde O Desafio para as Equipes de Saúde da Família. Durante os três dias de evento, segundo Elisete Maria Ribeiro, presidente da Sociedade Paranaense de Saúde da Família (Famipar), mais de 400 gestores e trabalhadores da saúde debateram as mudanças que estão ocorrendo no processo de trabalho a partir da implementação da Atenção Primária em Saúde.


