São Paulo, 07 (AE) - Até dezembro, 1.100 dos dois mil funcionários da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) deverão ser demitidos. No primeiro trimestre do ano 2000, o Ministério dos Transportes avaliará a possibilidade de mais 600 ou 700 demissões. A informação é do asssessor especial do ministério, Luis Henrique Valdez, que participou hoje do seminário "O Comércio Exterior Brasileiro na Virada do Século".
Amanhã o Ministério dos Transportes deverá assinar um contrato de financiamento de R$ 40 milhões com o BNDES, para oferecer um Programa de Demissões Voluntárias (PDV) aos funcionários da Codesp. Trata-se de uma operação de antecipação de recebíveis referentes à privatização do terminal de contêineres do Porto de Santos-1 (Tecon-1).
No Porto do Espírito Santo o ministério pretende cortar 180 dos atuais 300 empregados. Já foi assinado inclusive o contrato de financiamento junto ao BNDES, que prevê recursos de R$ 8 milhões para o Programa de Dispensa.
De acordo com Valdez, o Ministério dos Transportes estuda também a possibilidade de indenizar 5 mil dos atuais 12 mil funcionários cadastrados juntos ao Ogmo (Orgão Gestor de Mão de Obra), do Porto de Santos. Isso porque não há demanda para ocupar todo esse efetivo, segundo o funcionário do Ministério. A dificuldade para essas indenizações é o alto custo da operação. Num cálculo preliminar, seriam necessários R$ 100 milhões - numa média de R$ 20 mil por trabalhador indenizado.

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