Rio, 13 (AE) - O governo federal vai criar um novo fundo de financiamento para ajudar a desenvolver novas tecnologias que ajudem a aumentar as exportações brasileiras. Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, o novo fundo vai ter um volume total de R$ 1 bilhão por ano e vai ser administrado em conjunto pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão subordinado a Sardenberg.
O ministro divulgou a novidade durante o seminário "Encontro sobre tecnologia e Exportação", realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que reúne técnicos, empresários e representantes dos govenos federal e do Estado do Rio e que termina amanhã (14). Segundo Sardenberg, o acordo com o BNDES já começou a ser discutido e a idéia e criar, até maio, um comitê conjunto para gerir o novo fundo. "Queremos criar mecanismos que permitam agilizar a liberação de recursos para os investimentos em novas tecnologias
que possam ser vendidas ao exterior", explicou o ministro.
Sardenberg disse que falta acertar detalhes. O mais importante é a definição do valor da taxa de juros. O ministro gostaria de fixar um valor abaixo dos 11% ao ano da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), indexador utilizado nos contratos do BNDES. O presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Mauro Marcondes, explicou que como vai funcionar o novo fundo. Do total de R$ 1 bilhão, R$ 450 milhões virão do BNDES, a mesma quantia virá da Finep e os restantes R$ 100 milhões virão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), administrado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.
"Queremos financiar projetos que permitam a aproximação de empresas e universidades", disse. A idéia básica é que a Finep financie, a fundo perdido, a parte do projeto que cabe às universidades. Caberá ao BNDES entrar com o dinheiro que vai para as empresas. Com isso, explica Marcondes, o valor final dos projetos será menor do que o que seria obtido através de outras linhas de financiamento. As universidades não vão precisar pagar juros e nem mesmo devolver os recursos recebidos do fundo. "Mas isso não significa favorecimento, já que as empresas vão pagar juros sobre o empréstimo recebido", afirmou o presidente da Finep. Fundos - Sardenberg também anunciou que o governo decidiu pedir urgência na tramitação dos projetos de lei enviados à Câmara dos DepuPados que regulam a criação de quatro novos fundos de financiamento, também voltados para o desenvolvimento de novas tecnologias. Além disso, no prazo de 90 dias o governo pretende enviar ao Congresso proposta de criação de mais três fundos: para as áreas de saúde, agricultura e aeronáutica. O ministro estimou que juntos os novos fundos devem garantir cerca de R$ 1 bilhão por ano para a área de pesquisa e desenvolvimento.

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