Governo vai contratar 'acolhedor' para hospitais
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quinta-feira, 08 de abril de 2004
Eugênio Melloni<br>Agência Estado 
São Paulo- O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou ontem que a Secretaria de Saúde do Estado já está cadastrando, pela internet, jovens universitários para atuarem como ''acolhedores'' nas unidades públicas de saúde estaduais. Os universitários, matriculados em faculdades privadas, terão acesso, em troca do trabalho, a uma bolsa mensal de R$ 350,00 para o pagamento das mensalidades dos estudos. As faculdades deverão responder pelo restante dos valores das mensalidades, acrescentou o governador.
''Vamos começar contratando 470 universitários, que farão um trabalho de humanização do hospital'', disse Alckmin, em entrevista coletiva realizada hoje de manhã, após visita à Fundação Gol de Letra, projeto social administrado pelos ex-jogadores de futebol Raí e Leonardo na zona norte da capital paulista. Os ''acolhedores'' deverão trabalhar 25 horas semanais nos hospitais. A inscrição poderá ser feita pelo site da Secretaria de Estado da Saúde (www.saude.sp.gov.br) até o dia 21 de abril.
Segundo Alckmin, como é esperada uma procura muito maior que o número de vagas, a escolha dos universitários será feita por meio de sorteio eletrônico.
De acordo com o governador, a idéia nasceu de uma visita que ele fez a hospitais no carnaval do ano passado. ''Observamos que os pacientes, após serem internados e receberem o tratamento necessário, se mostravam satisfeitos com o atendimento nos hospitais estaduais'', disse Alckmin. ''Mas, até serem atendidos, esses pacientes passavam por um calvário nos hospitais'', acrescentou. Os ''acolhedores'' cumprirão, portanto, a função de receber os cidadãos que procuram os hospitais e os ajudarão a receber o tratamento, ''fazendo um trabalho de humanização do hospital'', acrescentou Alckmin.
A iniciativa é semelhante a um programa da Secretário de Estado da Educação em que universitários vindos de escolas públicas e que estudam em faculdades particulares recebem bolsas do Estado, para o custeio de seus estudos, em troca de trabalho como educadores e professores nas escolas nos fins de semana.


