Brasília, 22 (AE) - O governo deverá ofertar 300 mil sacas de café no próximo leilão dos estoques oficiais previsto para o dia 3 de março, ampliando em quase 50% o volume oferecido ao mercado no leilão de fevereiro, de 205 mil sacas. Os leilões de café são feitos através do sistema eletrônico do Banco do Brasil (BB) e coordenados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Segundo fonte do setor, o objetivo do governo, ao ampliar a oferta não é derrubar os preços, mas liberar café de boa qualidade para a exportação, já que a safra nacional que começará a ser colhida em maio está prevista em 23,5 milhões de sacas, contra 34,5 milhões de sacas do ano passado. "O mercado está bom para preços e não há possibilidade de o cafeicultor perder dinheiro nesta safra", avaliou a fonte. As estimativas são de necessidade de 30 milhões de sacas para atendimento aos mercados interno e externo.
Dentro do acordo da Associação dos Países Produtores de Café (APPC), o Brasil exporta no ano agrícola - de junho a julho - 15 milhões de sacas de café. Somando-se ao consumo de 12 milhões de sacas de café torrado e moído e aos três milhões de sacas do café solúvel, o estoque de passagem da nova safra deverá ficar em cerca de quatro milhões de sacas. O que falta para atender ao consumo e às exportações deverá vir dos leilões dos estoques oficiais de café, que atualmente contam com cerca de nove milhões de sacas. "O governo vai monitorando a oferta nos leilões de acordo com a necessidade", observou a fonte.

mockup