Brasília, 30 (AE) - O Ministério da Saúde promete começar a cobrar das operadoras de planos e seguros de saúde, até o fim do mês, o ressarcimento por pacientes associados a essas empresas que receberem atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O prazo para as operadoras informarem os nomes de seus clientes terminou na terça-feira, mas apenas cerca de 60% delas enviaram os dados alegando problemas operacionais. A partir da semana que vem, fiscais do governo vão visitar as demais empresas. Elas estarão sujeitas a multas.
Para o governo, não há resistência em enviar o cadastro. No entanto, ele quer verificar se são realmente apenas problemas operacionais que impedem que a informação chegue ao ministério. Segundo o secretário de Assistência à Saúde do ministério, Renilson Rehem, já foram fornecidos os nomes de 27 milhões de clientes, dos quais 9 milhões estão sendo reexaminados. Estimativas informais apontam a existência de 40 milhões de associados no País.
O ressarcimento precisa ainda do aval do Conselho de Saúde Suplementar (Consu), que reúne representantes de cinco ministérios. "Se a pessoa já conta com um plano de saúde, não tem sentido o SUS pagar pelo atendimento", defendeu o ministro José Serra. Para ele, a medida não é motivo para reajustes nos planos. Leite - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVS) divulgou nota rebatendo as justificativas da Parmalat para a propaganda sobre efeitos benéficos para a saúde de seu leite Omega3. A ANVS quer que a empresa apresente comprovação científica sobre o suposto benefício.

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