Governo vai analisar futuro de bancos federais
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segunda-feira, 08 de fevereiro de 1999
Por Lu Aiko Otta 
Brasília, 08 (AE) - O governo quer decidir, até o final de outubro, o que fazer com os bancos sob seu controle - Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste do Brasil e Banco da Amazônia. É o que informa nota divulgada hoje pelo Ministério da Fazenda, após reunião do Comitê de Coordenação Gerencial das Instituições Financeiras Públicas Federais (Comif).
Entre as alternativas, porém, a nota não cita privatização. Ela informa que serão elaborados estudos que "devem analisar alternativas tendo em vista o futuro dessas instituições financeiras, incluindo, por exemplo, fusões, transformações em agência de desenvolvimento ou banco de segunda linha e a busca de parceiros estratégicos." O objetivo desses estudos, conforme a nota, é "racionalizar e tornar mais compatíveis" a atuação dessas quatro instituições oficiais federais.
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, comentou, em entrevista concedida na última quinta-feira, que há "enorme sobreposição" entre as atividades do Banco do Brasil e as da Caixa Econômica Federal. Ele lembrou, ainda, que a sociedade brasileira fez um aporte de capital da ordem de US$ 8 bilhões no Banco do Brasil.
Os termos de referência para elaboração desses estudos estarão prontos até o dia 28 de fevereiro próximo. Os estudos serão concluídos até o dia 31 de outubro. As alternativas indicadas serão submetidas a audiências públicas até 31 de dezembro e as decisões finais adotadas ao longo do ano 2000.
O Comif não se reunia desde outubro de 97. A partir de agora, porém, deverão ser realizadas reuniões mensais "com o objetivo de acompanhar de forma mais efetiva o processo de reestruturação ora em curso nas várias instituições", segundo informa a nota. Na reunião, foi também analisada a atuação dos bancos oficiais nos programas de exportação. A nota informa que o Comif "reiterou sua decisão anterior no sentido de enfatizar a importância da continuidade desse trabalho."
Participaram da reunião representantes dos ministérios da Fazenda e do Orçamento e Gestão e do Banco Central, além dos presidentes do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco da Amazônia e do Banco do Estado de São Paulo (Banespa).


