Montevidéu - O Estado uruguaio assumirá a responsabilidade pela morte de 26 desaparecidos durante a ditadura militar (1973-1985), revelou ontem Carlos Ramela, porta-voz da Comissão para a Paz.
A Comissão, presidida pelo arcebispo de Montevidéu, Nicolás Cottugno, considerou confirmadas 26 denúncias, já que ''existem elementos de convicção coincidentes e relevantes que permitem assumir que estas pessoas morreram por torturas''.
O total de denúncias, referente a pessoas desaparecidas no país, chega a 39, das quais 33 dizem respeito a cidadãos uruguaios e seis argentinos. O porta-voz ressaltou que Comissão entregará, antes do fim do ano, o relatório final ao presidente Jorge Batlle, que criou o grupo de trabalho em agosto de 2000 para esclarecer o destino dos uruguaios desaparecidos no país.
''Ele vai adotar depois os passos correspondentes, que refletem como o Estado assumirá a responsabilidade por essas mortes'', afirmou.
A repressão militar começou no Uruguai em janeiro de 1972, depois que o exército decretou ''o estado de guerra interna'' contra o movimento de guerrilha urbana do Tupamaros, de extrema esquerda, antes de organizar o golpe de Estado de 27 de junho de 1973.

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