Governo terá que se manifestar sobre ação
Curitiba - O juiz federal substituto Vicente de Paula Ataíde Júnior determinou ontem que os governos Federal e Estadual se pronunciem sobre uma ação do Ministério Público Federal (MPF). Ajuizada na semana passada, a ação pede a disponibilização de Tamiflu ou remédio similar de eficácia comprovada a todos os pacientes do Paraná que apresentem os sintomas típicos de influenza, seja sazonal ou a A (H1N1).
A manifestação deve ser feita no prazo de 72 horas a partir da intimação. O objetivo, segundo o MPF, é garantir acesso ao tratamento nas primeiras 48 horas de apresentação do quadro clínico, já que após esse período o Tamiflu torna-se ineficaz.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que o medicamento é repassado pelo Ministério da Saúde e remetido às regionais, que distribuem às secretarias municipais conforme a demanda. A Sesa não divulga a quantidade entregue pelo ministério, mas na semana passada, em entrevista coletiva, o secretário Gilberto Martin havia dito que a Sesa havia recebido 13,2 mil tratamentos de Tamiflu para adultos e 1,4 mil para crianças. Ele afirmou na ocasião que menos da metade havia sido utilizada.
Secretarias de saúde de alguns municípios informaram que a disponibilização do Tamiflu é feita de forma descentralizada, sempre seguindo a exigência de prescrição médica. Em Curitiba, os medicamentos são entregues nos oito centros municipais de urgências médicas. Em Foz, o Tamiflu é distribuído nas redes pública e privada de saúde. Em Londrina, a distribuição está sendo feita no centro de referência da gripe (no Pronto Atendimento Municipal), nas unidades de saúde do Leonor (24 horas) e Maria Cecília (16 horas), e nos hospitais.
Em nota, o Governo do Paraná alertou para os riscos do ''uso indiscriminado'' do Tamiflu. ''O remédio deve ser usado apenas com prescrição médica, feita após avaliação dos sintomas e seguindo as indicações do Ministério da Saúde. Porém, na região de Foz, pessoas não infectadas têm comprado o medicamento na Argentina e no Paraguai, o que pode prejudicar a saúde e eventual tratamento contra a nova gripe.'' (F.G.)





