Brasília, DF- O governo terá que investir R$ 300 milhões em equipamentos para reforçar a segurança dos aeroportos brasileiros até o final deste ano. A partir de 1º de janeiro de 2006, entrarão em vigor regras mais rígidas de segurança nos aeroportos definidas pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) - agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU) - após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Como membro da ONU, o Brasil deverá seguir as recomendações de segurança. Uma auditoria da OACI, para avaliar as condições do aeroporto internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão) no Rio de Janeiro, já será realizada no próximo mês de junho.
O presidente da Infraero - estatal que administra os 66 aeroportos do País - Carlos Wilson, começou ontem a discutir o assunto com o presidente em exercício e ministro da Defesa, José Alencar, e o ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Apesar das tarifas aeroportuárias cobradas de empresas e passageiros, a Infraero alega que não tem os recursos para adquirir os equipamentos e solicitou crédito extraordinário do orçamento federal. Ficou acertado que a estatal encaminhará nos próximos dias à equipe econômica um relatório mais detalhado dessas despesas.
Os principais aeroportos, especialmente aqueles que fazem vôos internacionais, terão que ter a partir do ano que vem um aparelho de raio X das bagagens e cargas denominado espectômetro.

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