O governo vai tentar derrubar toda e qualquer decisão que impeça a implantação do horário de verão a partir do próximo domingo (14). O ministro interino de Minas e Energia, Luiz Gonzaga Perazzo, afirmou ontem, por meio da assessoria, que não é a primeira vez que o governo enfrenta situações como esta, referindo-se à liminar concedida ontem pela Justiça Federal de Goiás contra a implantação do horário de verão no Estado.
Segundo Perazzo, há uma razão maior ainda neste momento para a implantação do horário de verão porque o País enfrenta um período de racionamento. ''Tenho certeza de que a Justiça, mais uma vez, será sensível como foi no início da crise e entendeu que estamos passando por uma situação diferente neste ano''.
A liminar contra o horário de verão foi concedida pela Juíza da 4ª Vara da Justiça Federal em Goiás, Ionilda Maria Carneiro Píres. Numa liminar em ação popular proposta pelo deputado federal Luiz José Bittencourt (PMDB/GO), ela acatou o argumento de que ''qualquer alteração do horário de sono resulta em reflexos maléficos na saúde das pessoas''.
Outra alegação é que ''a grande maioria da população não se beneficia com o horário de verão, uma vez que é obrigada a sair de suas casas ainda na escuridão para se dirigir ao trabalho e à escola''.
O advogado do autor alegou, ainda, que, nas regiões em que deverá vigorar o horário de verão (Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, do próximo dia 14 até 17 de fevereiro do ano que vem), ''principalmente no Estado de Goiás, tendo localização próxima à linha do Equador, há pouca viabilidade astronômica e geográfica, sendo absolutamente ineficaz a sua implantação''.
O governo espera economizar 0,9% de energia com a implantação do horário de verão nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Essa economia representa uma redução de 756 mil megawatts/hora (MWh), equivalente ao que é gasto nas cidades paulistas de Campinas e São José do Rio Preto. A previsão é de que haja queda de 0,7% no consumo de energia no Nordeste, equivalente a 96,7 mil MW/hora.

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