São Paulo, 17 (AE) - A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) tem um estoque de 43 milhões de doses de vacinas contra a febre amarela, segundo dados oficiais. No Estado de São Paulo, a Secretaria da Saúde dispõe de cerca de 200 mil doses, quantidade suficiente para garantir a vacinação regular - feita em todo o oeste do Estado e na Baixada Santista - e para atender
nas demais regiões, pessoas que viajam para áreas de risco. A vacina vale por dez anos, mas só é efetiva dez dias depois de aplicada. No aeroporto de Cumbica, o número de vacinações triplicou nos últimos dias.
"O plano era estender a vacinação regular para todo o Estado nos próximos dois ou três anos; agora, em razão do aumento dos casos notificados no País e das prioridades nacionais de vacinação, veremos se será possível acelerar isso em São Paulo", explica o diretor do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, José Cássio de Moraes. Ele explica que ampliar muito a vacinação para além dos estoques disponíveis esbarra em certas limitações. "Embora o Brasil seja o maior produtor mundial de vacinas contra febre amarela, são necessários seis meses para fabricar as vacinas".
Moraes estima, entretanto, que cerca de 30% da população do Estado de São Paulo já esteja protegida contra a febre amarela, uma vez que a vacinação regular contra a doença é feita desde 1986 no oeste do Estado (São José do Rio Preto, Araçatuba, Bauru, Marília, Presidente Prudente) e, desde o ano passado, na Baixada Santista. Nessas áreas, a vacina pode ser encontrada gratuitamente nos postos públicos, sendo obrigatória no primeiro ano de vida. Na região da Grande São Paulo, Campinas, Vale do Paraíba e Vale do Ribeira a vacina somente é oferecida àqueles que viajam para áreas de incidência endêmica da doença: Regiões Norte e Centro-Oeste do País, com especial atenção para a região amazônica e o Pantanal. Nessas áreas, o Ministério da Saúde recomenda que todos os habitantes, a partir dos 6 anos, tomem a vacina uma vez a cada dez anos. Aqueles que viajam para essas áreas devem ficar atentos e vacinar-se, no mínimo, dez dias antes do embarque.

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