Em discurso de posse, no primeiro dia de 2007, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apontou a educação como o foco principal de seu segundo mandato, fora da área econômica. Entre os desafios que Lula encontrará pela frente, estão o alto índice de repetência no ensino fundamental (o Brasil tem uma das maiores taxas, de 20,6%, ficando a frente apenas do Nepal, a colônia de Anguila e 12 países da África), a necessidade de aumentar as vagas no ensino infantil, a redução do analfabetismo, que atinge cerca de 14,6 milhões de brasileiros, e o aumento do número de jovens no ensino superior.
  O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Ministério do Planejamento, divulgou um documento criticando a atuação do Ministério da Educação (MEC) que, segundo o Ipea, coordena a política educacional de ‘‘forma frágil’’, deixando de prestar assistência técnica às cidades mais pobres e gastando os recursos disponíveis em ações de pequeno alcance. De acordo com o estudo, coordenado pelo pesquisador Jorge Abrahão, os indicadores educacionais demonstram que, apesar de o acesso ao ensino fundamental estar praticamente universalizado, apenas 53% dos alunos matriculados conseguem concluí-lo. Além disso, a escolaridade média do brasileiro, que chegou a sete anos de estudo em 2005, permanece abaixo da escolaridade obrigatória no país.

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